Mostra de artes visuais contemporâneas dos povos indígenas entra em cartaz em Brasília em 28 de novembro

Formas, cores e ideias dos povos originários da América do Sul compõem a exposição ¡Mira! – Artes Visuais Contemporâneas dos Povos Indígenas, que entrará em cartaz nas galerias da Casa da Cultura da América Latina (CAL) da Universidade de Brasília (UnB), a partir do dia 28 de novembro.  A mostra reúne pela primeira vez no país pinturas, desenhos, cerâmicas, esculturas, vídeos e fotografias de artistas indígenas da Bolívia, Brasil, Colômbia, Equador e Peru.

Idealizada e lançada no Centro Cultural da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), em Belo Horizonte, em junho deste ano, a exposição tem a proposta de trazer ao público as novas estéticas dos povos ameríndios, em que os autores produzem arte aliando saber tradicional às modernas tecnologias. 

“As artes visuais que alguns indígenas estão fazendo, expondo e vendendo, entram em nosso mercado, na cidade grande, como objetos e signos de outras realidades”, explica Maria Inês de Almeida, curadora e coordenadora da exposição. “O que difere suas peças dos objetos e signos tradicionais, frutos da cultura oral, são a tensão e a perturbação, algo que um indivíduo é capaz de expressar quando vê o mundo de longe”, completa.

“A produção simbólica do povo Aymara traz consigo uma enorme carga de conhecimento, de saberes, de tradições, que foram sendo transmitidos através de distintas linguagens artísticas e distintos suportes. Meu trabalho é  retransmissão do conhecimento utilizando como suporte a linguagem visual como a pintura”, explica Dennys Huanca, artista do povo indígena Aymara, que vive nos Andes da Bolívia.

O projeto partiu do Núcleo de Pesquisas Literaterras da UFMG, dedicado à literatura feita por autores indígenas, e é resultado de uma pesquisa realizada por uma equipe formada por antropólogos, comunicadores e indigenistas, que percorreu milhares de quilômetros em busca da arte indígena latino-americana. Foram levantadas mais de 300 obras. Depois, um conselho curador, composto por especialistas em artes visuais, escolheu mais de 100 obras de artistas de diferentes etnias.

Em Belo Horizonte, a exposição foi dividida em três núcleos: Cosmovisões , Paisagens e História e violência. “Indígenas vivendo de arte é novidade até nas aldeias”, observa Maria Inês. “Se na Semana de Arte Moderna de 1922 vimos artistas brancos antropofagizando a arte indígena, agora criadores indígenas fazem o mesmo com estéticas de outras culturas”, explica.

Na busca pelo diálogo intercultural, e através de múltiplas linguagens, a exposição promove o intercâmbio entre as novas experiências artísticas desenvolvidas pelos povos indígenas da América do Sul. “A Mira é um encontro que enriquece a minha experiência artística como também me faz conhecer e aprender sobre as outras culturas”, conta Brus Rubio, artista da etnia Bora-Huitoto do Peru.

Entre os dias 12 e 13 de dezembro, acontecerá o Seminário Internacional Universidade, Arte, Cultura e Desenvolvimento, em que artistas indígenas da exposição e pesquisadores irão debater  sobre a relação entre as artes indígena e ocidental, entre outros temas. “Qual é a arte que estamos fazendo? É contemporânea ou não? Estamos fazendo uma arte nova? Nesse encontro, dialogamos sobre essas questões”, explica o indígena peruano Rubio.

O evento é uma realização do Decanato de Extensão, a Casa da Cultura da América Latina e o Centro Cultural da UFMG, com o apoio da Fundação Darcy Ribeiro e Fiocruz, patrocinada pela Fundação Palmares. A mostra ficará em cartaz em Brasília até 02 de fevereiro de 2014. É a oportunidade do público conhecer o pensamento e a perspectiva indígena em meio às artes visuais contemporâneas.

Serviço

¡Mira! – Artes Visuais Contemporâneas dos Povos Indígenas

Abertura: dia 28 de novembro (quinta-feira), às 19h

Local: Galerias Acervo, CAL e de Bolso da CAL (SCS Quadra 4, Edifício Anápolis)

Telefone: (61) 3321.5811

Visitação: até 2 de fevereiro de 2014, todos os dias das 9h às 18h

Entrada franca

Classificação livre

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Vídeo sobre a exposição ¡Mira! em Belo Horizonte

Vídeo

O Centro Cultural UFMG produziu a exposição ¡Mira! – Artes Visuais Contemporâneas dos Povos Indígenas, uma significativa mostra de arte contemporânea que apresentará ao público muitas imagens e técnicas através das quais as sociedades indígenas expressam suas vivências.
Na pesquisa realizada para elaboração da exposição Mira! foram catalogadas mais de 300 obras, sendo 30 etnias e 75 artistas de cinco países da América do Sul: Brasil, Colômbia, Bolívia, Peru e Equador.

Exposição ¡Mira! será aberta essa semana em Brasília, matéria na Carta Capital.

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Em Brasília

Exposição reúne obras contemporâneas de indígenas da América do Sul

Em cartaz a partir do dia 28 de novembro, mostra tem como proposta mesclar tradição e novas tecnologias em uma nova estética ameríndia
por Redação — publicado 24/11/2013 09:05

A Casa da Cultura da América Latina (CAL) da Universidade de Brasília (UnB) recebe a partir do dia 28 de novembro a exposição “¡Mira! – Artes Visuais Contemporâneas dos Povos Indígenas”, que traz pinturas, desenhos, cerâmicas, vídeos e fotografias dos povos originários da América do Sul.

Idealizada no Centro Cultural da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), em Belo Horizonte, em junho, a mostra reúne pela primeira vez no País obras contemporâneas de artistas indígenas da Bolívia, Brasil, Colômbia, Equador e Peru.

A exposição propõe ao público entrar em contato com as novas estéticas dos povos ameríndios, em que os autores produzem arte aliando seus saberes tradicionais às modernas tecnologias.

Em sua passagem por Belo Horizonte, a exposição foi dividida em três núcleos: Cosmovisões; Paisagems e História; e Violência. “Índigenas vivendo de arte é novidade até nas aldeias”, apontou Maria Inês de Almeida, curadora e coordenadora da exposição. “Se na Semana de Arte Moderna de 1922 vimos artistas brancos antropofagizando a arte indígena, agora criadores indígenas fazem o mesmo com estéticas de outras culturas.”

A reunião das obras foi feita por uma equipe de antropólogos, comunicadores e indigenistas do Núcleo de Pesquisas e Leteraterras da UFMG, que percorreram milhares de quilômetros em busca da arte indígena latino-americana. Mais de 300 obras foram levantadas e, depois, um conselho curador escolheu as mais de 100 obras de artistas de diferentes etnias.

Além da mostra, entre os dias 12 e 13 de dezembro, acontece o Seminário Internacional Universidade, Arte, Cultura e Desenvolvimento, em que artistas indígenas e pesquisadores vão debater sobre a relação entre as artes indígena e ocidental.

“Qual é a arte que estamos fazendo? É contemporânea ou não? Estamos fazendo uma arte nova? Nesse encontro, dialogamos sobre essas questões”, explicou Brus Rubio, artista da etnia Bora-Huitoto, do Peru.

¡Mira! – Artes Visuais Contemporâneas dos Povos Indígenas
Abertura: 28 de novembro, às 19h
Local: Galerias Acervo, CAL e de Bolso da CAL (SCS Quadra 4, Edifício Anápolis)
Telefone: (61) 3321.5811
Visitação: até 2 de fevereiro de 2014, todos os dias das 9h às 18h
Entrada franca
Classificação livre

 Link para a matéria: http://www.cartacapital.com.br/cultura/exposicao-reune-obras-contemporaneas-de-indigenas-da-america-do-sul-2311.html/view