Letras na iMIRA!

A abertura da nova montagem da Mira!, hoje à noite, conta com a presença de dois artistas, participantes da exposição, trazendo seus trabalhos escritos para serem compartilhados.

Ailton Krenak, liderança política e artista participante da Mira!, estará presente na noite de abertura para o lançamento do livro “Encontros – Ailton Krenak” (Azougue Editoral, 2015), organizado por Sergio Cohn.

“Ailton Krenak é um dos maiores líderes políticos e intelectuais surgidos durante o grande despertar dos povos indígenas no Brasil, ocorrido a partido do final nos anos 1970. A sua atuação tem sido fundamental para a luta pelos direitos indígenas e a criação de iniciativas como a União das Nações Indígenas e a Aliança dos Povos da Floresta. Ailton é um pensador acurado e original das relações entre as culturas ameríndias e a sociedade brasileira, criando reflexões provocativas e de largo alcance, como as presentes nas entrevistas e depoimentos contidos nesse volume da Coleção Encontros.”

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Jaider Esbell (Macuxi – RR), artista e escritor, estará presente com seu livro: Tardes de Agosto, Manhãs de Setembro, Noites de Outubro.

O livro, publicado em 2013, “é singular, revelação quase improvável. Em três tempos a história é contada, em três tempos apresentada e linkada com a imortalidade. O doce, o azedo, o amargo, tudo se mistura e no fim, é doce a leitura, é mágica a forma como Jaider Esbell nos enlaça e nos coloca diante do nosso maior enigma, a vida em sociedade, a diferença, a indiferença. Leitura recomedada para Jovens e adultos. Um primor de poesia, um clamor de vida.”

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EXPOSIÇÃO MIRA! Artes Visuais Contemporâneas Indígenas

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Abertura: 30 de abril, a partir das 19hs.

De 30 abril a 30 de maio

Galpão Paraíso 44

Rua Cachoeira Dourada, 44 – Paraíso – BH/MG

 

Convidamos a todos e todas para a abertura da exposição MIRA! Artes Visuais Contemporâneas Indígenas, no dia 30 de abril, à partir das 19h, no galpão Paraíso 44. Obras de artistas indígenas estão disponíveis à venda, na última edição da primeira mostra internacional de artistas indígenas da América do Sul.

A arte nunca é contemporânea ou extemporânea. Ela se dá é no tempo da leitura. E os artistas que teimam em se chamar de indígenas, por teimosia e por resistência à monocultura capitalista, trazem para nós, da cidade grande, a sua arte, sua leitura de mundo, seu pensamento.

Numa última montagem em Belo Horizonte, a exposição MIRA! Artes Visuais Contemporâneas Indígenas reúne, no galpão/atelier de arte Paraíso 44, uma boa parte de suas obras, tão apreciadas pelo público também por representarem a força desse pensamento que vem da floresta.

O fio de água do sonho é um grande aprendizado da exposição MIRA!, a cada uma das quatro edições. O projeto de mostrar os artistas indígenas ao nosso mundo urbano foi apontando um caminho para a curadoria: suas obras são um dom e querem permanecer com as pessoas da cidade. Pessoas que se encantaram e vão continuar se encantando a cada vez que se permitirem olhar e ver a multiplicidade de formas de vida que se apresentam nas artes expostas.

Com o novo caminho do projeto MIRA!, apoiados por alguns pesquisadores, esperamos ingressar numa fase mais experimental, em que entre as trocas verdadeiras que os artistas já iniciaram com o público se ampliem e os ajudem a viver bem com sua arte.

A exposição MIRA!, que se inaugura em 30 de abril, no Galpão Paraíso 44, em Belo Horizonte, e vai até o dia 30 de maio, vai reapresentar uma boa parcela da exposição que o público pôde ver no Centro Cultural UFMG, no Espaço do Conhecimento e no Museu Nacional dos Correios, em Brasília. Pinturas de artistas Uitoto, Bora, Shipibo, Ashaninka, Huni Kuin, Nasa, Kaiapó, Pataxó, Quechua, Macuxi, Maraguá, Guarani,Kitchua Coyama, Cocama, Inga, Ticuna, Bakairi, poderão agora ser apreciadas novamente e também adquiridas.

OUTRAS MIRAÇÕES

Procurando continuar a explorar as diversas vias interculturais que essa experiência possibilita, também foram convidados dois artistas visuais belo horizontinos que carregam em seus trabalhos conversas com estas artes indígenas. Comum e Hyper, que trabalham com diversas linguagens dentro da arte e intervenção urbana, compõem essa nova montagem da mostra com obras que carregam trajetórias de diálogo e troca com culturas indígenas no Brasil e outras regiões da América do Sul.

LITERATURA E TRADUÇÃO

O núcleo de pesquisas Literaterras desenvolve, desde 2002, pesquisas sobre escrita, leitura, tradução, além de projetos editoriais e tradutórios. Estarão expostas algumas das mais de 100 publicações de autoria indígena coordenadas pelo núcleo.

Durante todo o mês de maio, palestras, vídeos, workshops, vão propiciar ao público mais possibilidades de experiências em artes visuais, em contato com esses diferentes artistas e linguagens, suas maneiras de criar, suas técnicas, suas poéticas. Em breve, estará disponível a programação completa.

Arte y transformación: Experiencias e imágenes de los artistas de la Exposición ¡Mira!

Beatriz Matos, Dra. Antropologia. Museu Nacional, UFRJ

Luisa Elvira Belaúnde, Prof. Dra. Antropologia. Museu Nacional, UFRJ.

A partir de una lectura de los textos del dossier ¡Mira! Artes Visuales Contemporáneas de los Pueblos Indígenas, las autoras señalan que los procesos creativos relatados por los artistas son actos de comunicación que no se reducen a una traducción cultural porque conllevan múltiples actos de transformación —de los cuerpos, las técnicas, las imágenes, y de los propios artistas—. Sus obras llaman al espectador a hacer parte de dicha transformabilidad creativa.

Palabras clave: artes visuales indígenas contemporáneas; pintura indígena; países andino-amazónicos.

Link al artículo en la Revista Mundo Amazónico.

Así es como se empezó a enseñar, a sacar la figura de lo que se conoce

Abel Rodríguez cuenta como sus pinturas se inscriben en los procesos de reactualización de la creación cósmica narrada en la historia oral del pueblo nonuya. Esta reactualización se efectúa en la vida cotidiana, iniciándose con la enseñanza nocturna de las palabras del creador y desarrollándose durante el día, gracias al trabajo y el sudor de la gente que transforma las palabras en figuras y las materializa haciendo chagras, malocas y cuerpos de parientes reunidos en las fiestas. Las pinturas de Abel muestran diversos momentos de estos procesos.

Palabras clave: nonuya; Amazonía Colombiana; arte indígena contemporáneo; mitología amazónica; pintura; horticultura de tumba y quema

Link al artículo en la Revista Mundo Amazónico.

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Abel Rodriguez, artista nonuya, Colombia.

Nosotros aprendemos escuchando a los sabedores: ahí está toda mi inspiración

Fabián Moreno, artista nonuya, Colombia.

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Fabián Moreno explica como su padre le transmitió la historia oral de su pueblo, los Nonuya, haciendo que él soñase con todo lo que había escuchado. Cuando las historias se mostraron en sus sueños como si estuviesen siendo actuadas en un teatro mental, el conocimiento de los seres y de los acontecimientos narrados se hizo suyo, para nunca más olvidarlo. Así fue como el saber recibido de su padre se volvió su fuente inagotable de inspiración.

Palabras clave: nonuya; Amazonía Colombiana; arte indígena contemporáneo; mitología amazónica; pintura

Link al artículo en la Revista Mundo Amazônico.

La observación de la cotidianidad de la vida

Brus Rubio, artista bora, Perú.

Después de intentar pintar los múltiples seres que pueblan la historia oral bora y uitoto de sus ancestros, Brus Rubio encontró en los gestos cotidianos de los hombres y las mujeres de su comunidad una técnica de observación y de producción de figuras en movimiento propia y adecuada para expresar su percepción de la historia de los pueblos del río Ampiyacu.

Palabras clave: bora; uitoto; Amazonia peruana; arte indígena contemporáneo; pintura.

Link al artículo en la Revista Mundo Amazônico.

La ayahuasca te da tu arte

Paolo del Águila, artista ashaninka, Perú.

Para Paolo del Águila, descendiente del pueblo asháninka, la creatividad es un don de las plantas. Durante su primera experiencia visionaria, la ayahuasca personificada en el cuerpo de anciana le entregó unos pinceles y un estilo propio, liberándolo de las disputas y los convencionalismos que había encontrado en la escuela de arte en Pucallpa. Desde entonces, pintura y vida son indisociables y su objetivo como artista es comunicar al público las experiencias espirituales que le acontecieron en un ámbito normalmente invisible que él se esfuerza por visibilizar.

Palabras clave: Amazonía peruana; arte indígena contemporáneo; pintura visionaria chamánica; ayahuasca; Ucayali

Link al artículo en la Revista Mundo Amazônico.